quarta-feira, 23 de setembro de 2020

V Encontro SUPERTABi - sessão de 19 setembro

 V Encontro SUPERTABi - sessão de 19 setembro


Leandro Almeida, Universidade do Minho


​María Consuelo Sáiz, Universidad de Burgos, Espanha

"Self-regulated Learning in SmartArt: una propuesta de innovación docente en la sociedad del Siglo XXI"


Isabel Cabo, AE Latino Coelho


Plataforma do Pandemónio (Marta Moreira), PANDEMONIUM em Performance


Teresa Vendeirinho, Steelcase Education Innovative Spaces for Education

"Preparados para o regresso? E agora?"


​Marco Neves, Agrupamento de Escolas da Batalha

"Os desafios da Educação na era da IA"


​Paulo Correia, Agrupamento de Escolas de Alcácer do Sal 

"Produções e registos dos alunos mediados por tecnologia"


​Teresa Sampainho, AE de Alcanena / Professora #Estudo em Casa


​Susana Almeida, AE de Fernando Casimiro Pereira da Silva / Professora #Estudo em Casa


Poderá assistir à emissão completa em:



V Encontro SUPERTABi - sessão de 12 setembro

V Encontro SUPERTABi - sessão de 12 setembro


António Marinho, FAPEMAIA


José Manuel Moran, Universidade de São Paulo, Brasil

"O ensino híbrido (blended) diferenciado em cenários de desigualdade"


José Carlos Morgado, Universidade do Minho


Ana Leite Faria, Saxofone performance


Pedro Coelho, Area Category Manager da HP - Portugal

"A tecnologia como catalisador de inovação na Educação"


Gonzalo Romero, Google For Education in Spain

"Google For Education"


Ana Cláudia Cohen, Agrupamento de Escolas de Alcanena

"A Escola presente...no futuro!"


Paulo Almeida, Agrupamento de Escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva

"ObviaMente criativo"


Poderá ver a emissão total em



V Encontro SUPERTABi - sessão de 5 setembro

V Encontro SUPERTABi 2020

Sessão de 5 de setembro

António Domingos da Silva Tiago, Presidente da Câmara Municipal da Maia

João Costa, Secretário de Estado da Educação 

Manuel João Costa, Pró-Reitor da Universidade do Minho

Marco Bento, Coordenador do V Encontro SUPERTABi


Shafika Isaacs, University of Johannesburg, África do Sul

"Pandemic Pedagogies: Towards a Pedagogy of Care"


VITA MÚSICA QUARTETO

Jael Cohen - Clariene e voz

João Alvim - Piano e voz

Marta Oliveira- Violino

Sarah Seye - Flauta e voz


Manuel João Costa, Universidade do Minho

"Formar professores e apoiar a transição digital de emergência: a abordagem do Centro IDEA-UMinho"


John Collick, Head of International Education Strategy for Promethean

"Cyberstudents, A.I and the future of learning"




Lezíria Inspiring the Future

No dia 22 de setembro 2020 num espaço online, Lezíria Inspiring the Future - Semana da Educação pela Inovação




Ver a emissão completa em

https://www.facebook.com/watch/?v=785373652297088&extid=mL1So3Sr5LK52ndy

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

eBook Aplicações para dispositivos móveis e estratégias inovadoras na educação

Está disponível o eBook "Aplicações para dispositivos móveis e estratégias inovadoras na educação", organizado pela professora Ana Amélia Carvalho da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação - Universidade de Coimbra e publicado pela Direção Geral de Educação.



sexta-feira, 31 de julho de 2020

V Encontro Internacional SUPERTABi 2020

Estão abertas as incrições para o V Encontro Internacional SUPERTABi 2020, numa organização da Câmara Municipal da Maia com os apoios do CIEd da Universidade do Minho, CFAE maiatrofa, Fapemaia e Make it pedagogical (https://www.supertabi2020.com).
Esta quinta edição será a 1.ª totalmente online, depois de 4 edições que esgotaram sempre com mais de 1000 professores em 2 auditórios do Fórum da Maia... voltamos a contar convosco para o maior evento educativo de Portugal!

O programa está em atualização em relação aos excelentes convidados que nos estão a confirmar a presença, mas apresentamos, desde já, os nossos 4 keynotes internacionais que ajudarão a refletir sobre a aprendizagem ubíqua, modelos ativos de aprendizagem, espaços de aprendizagem e cenários de inovação pedagógica com tecnologia:
5 set - Shafika Isaacs - University of Johannesburg, África do Sul
12 set - José Manuel Moran - Universidade de São Paulo, Brasil
19 set - María Consuelo Sáiz - Universidade de Burgos, Espanha
26 set - Anne Adams - Open University, Reino Unido

Brevemente vamos atualizando e apresentando as novidades!

Podem inscrever-se em
saber mais ou diretamente aqui


domingo, 19 de julho de 2020

Educação AMADA: os 6 elementos principais de aula híbrida

Educação AMADA

Aprendizagem Mais Além Da sala de Aula



A aula híbrida ou semi-presencial da Promethean.
As novas diretrizes sanitárias obrigam a transformar com rapidez os cenários educativos com o fim de os adaptar a uma nova normalidade. O objetivo principal, é manter o ritmo das aprendizagens de milhões de alunos por todo o mundo, aproveitando as ferramentas digitais.

A Promethean propõe às escolas e universidades, uma sala de aula completamente equipada tecnologicamente, que irá permitir partilhar a mesma aula em tempo real e de forma simultânea, tanto aos alunos que participam presencialmente, como aqueles conectados de forma remota desde os seus dispositivos.



Os 6 Elementos principais numa aula híbrida ou semi-presencial

ACTIVPANEL ELEMENTS SERIES
O painel interativo da Promethean, como dispositivo na frente da sala de aula, ajuda os professores a partilhar aulas e conteúdos mais dinâmicos, interativos e promover uma maior colaboração.

COMPUTADOR
A Promethean oferece uma solução All in One sem cabos, com a possibilidade de integrar um computador OPS-M com Windows 10 no próprio painel. O ActivPanel Elements Series é também compatível com qualquer computador que o professor utilize em sala de aula, portátil ou de secretária.

APLICAÇÕES PARA A DUPLICAÇÃO DE DISPOSITIVOS
A aplicação Screen Share da Promethean, integrada no ActivPanel Elements Series, permite duplicar e controlar os dispositivos de aluno e colaborar a partir de qualquer lugar.

LIGAÇÃO À INTERNET
Uma boa ligação á Internet é fundamental para garantir que as ferramentas de colaboração, Screen Share e de videoconferência funcionam de maneira fluida.

CÂMARA
A escolha do tipo de câmara depende do espaço de sala de aula, do tamanho e organização. Pode ser instalada no teto, na parede frontal ao painel, a uma altura adequada, de forma a que se obtenha o melhor enquadramento do professor com o painel interativo.

SOFTWARE DE VIDEOCONFERÊNCIA
A instituição, elege o software de videoconferência que melhor se adapta às suas necessidades e implementações já existentes. A Promethean é compatível com todas as soluções existentes no mercado.

Saber mais em

sábado, 18 de julho de 2020

Projeto Inspiring Alumni - Marco Bento (Professor do Ensino Básico)



Entrevista completa em:

SEXTA, 17 JULHO, 2020
Considero determinante na minha vida a possibilidade e disposição de sempre estar a aprender e a reconfigurar-me para poder ser um melhor professor. Conviver com diferentes experiências, em diferentes Escolas de Ensino Superior, em Portugal e fora, permitiu-me contactar com outras realidades, outras pessoas, analisar diferentes visões e ir podendo construir a minha forma de pensar e criar Educação.

Marco Bento é licenciado em Ensino Básico – 1.º Ciclo pela Escola Superior de Educação de Coimbra. Tem uma Pós-graduação em TIC e um Mestrado em TIC, na especialização de Comunicação Multimédia, desde 2013.

Tem tido o reconhecimento internacional com prémios europeus, que reconhecem a melhor investigação na área das práticas pedagógicas com utilização do digital com crianças (2016) e sobre Ambientes Educativos Inovadores mediados por tecnologia (2018).

Desde 2014, tornou-se autor e responsável por diversas formações, workshops e comunicações sobre a utilização de dispositivos móveis e novos cenários de inovação pedagógica mediados por tecnologia em contexto educativo (mobile learning, ubiquitous learning, flipped learning, gamification, game based learning, project based learning, spaced learning, colaborative and cooperative learning scenarios,…).

Atualmente é investigador no Centro de Investigação em Educação (CIEd), da Universidade do Minho, estando na fase de conclusão do Doutoramento em Ciências da Educação, na especialização de Tecnologia Educativa, com um projeto financiado com uma bolsa de investigação científica atribuída pela FCT no Programa de Doutoramento Technology Enhanced Learning and Societal Challenges (TEL-SC).

Hoje, é também consultor pedagógico e assumiu desde janeiro de 2020 a Direção Pedagógica no Colégio Santa Eulália, em Santa Maria da Feira.

Faz parte de duas redes internacionais, a Rede COST- Digital Literacy Skills and Practices in the Early Years (DigiLitEY), na qual é co-investigador na ação "Competências de literacia digital e multimodalidade: práticas com crianças entre os 4 e 9 anos de idade" e a Rede Internacional de Investigação-Ação Colaborativa.

Participa ou participou em diversos projetos europeus como co-investigador: Gaming in Action, 12 Habits for Success, E-Learning course on Mobile Robotics for Adult Education: the fourth industrial revolution, Projeto FCT Rekindle+50 - Digital migrations and curricular innovation: giving new meaning to experience and rekindle teaching profession after 50, Bringing Life Into the Classroom.

Coordena desde há 4 anos o Projeto SUPERTABi (transformar as práticas pedagógicas através do uso de modelos pedagógicos centrados no aluno e mediados por tecnologias móveis, potenciando os novos espaços de aprendizagem), assim como Coordena os Encontros sobre Inovação Pedagógica SUPERTABi para discutir as três dimensões de investigação: pedagogia, tecnologia e espaço de aprendizagem.

Iniciou a sua formação como Professor do Ensino Básico em 2003 na Escola Superior de Educação de Coimbra. O que mudou no papel do professor desde 2003?

Sim, de facto terminei a minha formação inicial em 2003, trabalhei como professor contratado, durante 12 anos e o que fui experienciando e vivenciando traduziu-se em poucas alterações às dinâmicas pedagógicas. O papel do professor deveria ter mudado bastante, a sociedade evoluiu e a escola deveria liderar a inovação social e dar resposta à sociedade através das atividades pedagógicas com os alunos, mas ao invés disso, nem sequer consegue acompanhá-la. Criar projetos que os alunos desenvolvam por si, em momentos de cooperação e colaboração, tendo como meta a produção de um produto que se traduza na aplicabilidade do quotidiano, desenvolver atividades de comunicação, pensamento crítico, incluídos nas aprendizagens da literacia, numeracia e das expressões artísticas e físicas. Todos estes fatores deveriam constar num novo formato de professor. Defendo que um professor deve, hoje, conseguir interpretar o currículo e adaptá-lo ao seu público, saber flexibilizar sem ser por decreto, saber incluir em equidade e não em igualdade, dominar as dimensões pedagógicas, tecnológicas e reorganizar os espaços de aprendizagem. Essas competências farão desse professor alguém atual.

 Quais os momentos/experiências do seu percurso Académico que gostaria de destacar?

Acima de tudo o que mais saliento do meu percurso académico, numa primeira fase enquanto aluno da Escola Superior de Educação de Coimbra, foi o ambiente acolhedor que encontrei e o sentimento de pertença. As experiências de estágio ao longo dos vários anos da licenciatura foram determinantes para criar o gosto e a paixão pela Educação, mas também as amizades criadas entre professores, colegas e muitas que se mantém até hoje, já com algumas parcerias noutros projetos.

Porém, destaco o facto de não ter parado, enquanto professor, de continuar a ser aluno sempre. Considero determinante na minha vida a possibilidade e disposição de sempre estar a aprender e a reconfigurar-me para poder ser um melhor professor. Conviver com diferentes experiências, em diferentes Escolas de Ensino Superior, em Portugal e fora, permitiu-me contactar com outras realidades, outras pessoas, analisar diferentes visões e ir podendo construir a minha forma de pensar e criar Educação.

 Que sugestões daria a um estudante de Educação Básica para uma melhor integração no mercado de trabalho?

O melhor conselho que poderei dar é o de construir o maior número de experiências possíveis, desde visitar escolas e perceber que a realidade é dura e menos romanceada, mas muito mais desafiante. Conhecer desde logo esses desafios preparam-nos para uma melhor integração. Conhecer escolas de diferentes contextos, portuguesas e estrangeiras, abrem a nossa mente e forma de pensar, mas também nos confronta com o que vamos aprendendo enquanto estudantes, criam dúvidas e essas dúvidas levam-nos na procura de respostas. Frequentar eventos sobre Educação são uma excelente forma de conhecer salas de aula diferentes, ouvir as partilhas de práticas inovadoras de forma a não ficarmos presos à forma como vimos ensinar, mas criarmos a segurança de fazer diferente e por isso, tentar não ser um professor formatado pelo sistema e combatê-lo… mas só se consegue quando temos segurança e uma visão ampla sobre o mesmo.

Alguns dos seus trabalhos de investigação foram distinguidos com prémios europeus. Qual a importância que estes prémios tiveram no seu percurso profissional?

É um sinal de reconhecimento pelo trabalho realizado, desde logo do ponto de vista da investigação, mas também pela forma como nos permite criar pensamento sobre a mesma. Os prémios são resultado de um investimento na carreira de professor, que acabam por resultar no desenho e participação em novos projetos de investigação dentro do Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho, mas também pela possibilidade de colaborar ativamente em redes internacionais sobre investigação em Educação ou, mais em particular, abraçar novas formas de contribuir para uma melhor educação, seja enquanto Coordenador do Projeto SUPERTABi, Diretor Pedagógico do Colégio Santa Eulália ou Coordenar Projetos de Formação Contínua de Docentes em vários pontos do país e em estreita colaboração com a Direção Geral de Educação.

Em que consiste o projeto SUPERTABi?

O Projeto SUPERTABi pretende transformar as práticas pedagógicas através do uso de modelos pedagógicos centrados no aluno e mediados por tecnologias móveis, potenciando os novos espaços de aprendizagem. Ou seja, é um projeto em que os dispositivos móveis servem de apoio a uma nova dinâmica de sala de aula e ao desenvolvimento da aprendizagem formal, não formal e informal, integrados no sistema de ensino, sobretudo na reflexão e desenho dos novos ambientes pedagógicos de aprendizagem e a sua efetiva e competente utilização. O Projeto desenvolve-se desde há 5 anos e está neste ano letivo implementado em 14 turmas, do 1.º Ciclo do Ensino Básico, dos 7 Agrupamentos de Escolas do Concelho da Maia. O desenho de todas as atividades pedagógicas é feito tendo por base três dimensões investigadas no projeto de doutoramento: Pedagogia (consideramos as diferentes pedagogias como o mobile learning/ubiquitous learning, a aprendizagem cooperativa, aprendizagem colaborativa, aprendizagem invertida, aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem baseada em jogos, gamificação, aprendizagem por narrativas digitais,...), Tecnologia (consideramos a fomentação do uso de recursos digitais, destacando as suas potencialidades para a melhoria das aprendizagem dos alunos, nomeadamente, os dispositivos móveis) e o Espaço (consideramos a redefinição dos diferentes espaços de aprendizagem, re-imaginando o espaço de aprendizagem: onde está o professor? qual é o seu papel? e os alunos? como estão os alunos dispostos para as diferentes atividades? Os espaços virtuais, os espaços exteriores, …).

É importante referir que este projeto se centra nos professores e no seu desenvolvimento profissional, com um modelo formativo anual, no qual todas as semanas temos criado um espaço “Casa do Professor SUPERTABi” de reflexão, partilha e formação, mas, que naturalmente, tem implicações no sucesso dos alunos e em todos os outros atores educativos.



Como surgiu o projeto?

O Projeto nasceu de uma investigação de Doutoramento em Ciências da Educação, na especialização em Tecnologia Educativa, no Instituto de Educação da Universidade do Minho, sobre o tema “Que fatores aumentam (ou impedem) o envolvimento dos professores na sua aprendizagem profissional sobre novas abordagens pedagógicas na era do mobile learning?”

Este projeto foi financiado pela FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) numa bolsa de investigação científica que se inseriu no Programa Technology Enhanced Learning and Societal Challenges (TEL-SC), um consórcio entre as Universidades do Minho, Aveiro e Lisboa.

O Projeto iniciou-se com 2 estudos de caso. Após os primeiros resultados intercalares do projeto, o município da Maia começou a envolver todas as direções de escolas, associações de pais e, juntos, criámos um projeto municipal em que alargámos num primeiro ano a mais 7 professores e no segundo ano a outros 7, perfazendo o total de 14 atuais. Estamos neste momento a preparar o próximo ano letivo com mais 20 professores a serem preparados para esse novo contexto pedagógico. Saliento que ninguém é obrigado a participar, o projeto usa uma estratégia participativa e de disseminação por envolvimento e entusiasmo dos professores do 1.º CEB.

Considera que as escolas e os professores estavam preparados para o ensino a distância a que a realidade da pandemia os obrigou?

No caso dos professores do Projeto SUPERTABi [https://supertabi2020.blogspot.com/] foi muito mais fácil, porque existiam práticas e ambientes explorados previamente à pandemia que facilitaram a autonomia e continuidade de interação pedagógica, num ambiente virtual com alunos de 7, 8, 9 e 10 anos. Os pais também já estavam habituados a um conjunto de práticas curriculares que divergiam de um modelo centrado no professor para um modelo centrado na produção de conteúdos por parte dos alunos. O sucesso ou insucesso do ambiente online gerado pela pandemia foi determinado pelo grau de ambientação pedagógica com o digital que já existia em escolas por esse país.

Repare-se que de um momento para o outro o Ensino a Distância e, naturalmente, o uso das tecnologias digitais se tornaram uma espécie de “Novo Mundo” para o sistema educativo. É uma verdade que, para alguns de forma natural e para outros de forma mais obrigatória, porque foram obrigados a fazer uma migração rápida e pouco espontânea, levando naturalmente às “dores de crescimento” e a alguns erros naturais.

O desenvolvimento de práticas pedagógicas em ambientes mediados por tecnologia é agora uma realidade. Considera que esta situação vai alterar a aprendizagem em definitivo para um ambiente digital?

No caso do exemplo que aplicamos no Projeto SUPERTABi, o foco não está e nunca pode estar apenas na dimensão tecnológica, porque não se trata de colocar tablets nas mãos das crianças, mas sim, dar ferramentas pedagógicas aos professores e criar um ambiente de cidadania (hoje inclui o digital, obviamente) para que se criem desafios e atividades que, naturalmente, façam emergir a tecnologia nas atividades diárias. Não podemos continuar a fazer o que vemos na grande generalidade das práticas curriculares, lecionar o currículo sem percebermos se os alunos o aprendem e, para que isso aconteça, o foco não deve estar em mais ferramentas digitais, mas redefinir o que os alunos podem fazer com as mesmas. Não me parece que essa alteração esteja a acontecer, apenas estamos a verificar uma aprendizagem técnica do uso da tecnologia, os professores estão a dominar tecnicamente e a ganhar competências técnicas, mas quando continuam a fazer o mesmo exercício no digital, que antes era feito em papel, apenas alteraram o formato… é preciso colocar os alunos a produzir e a criar, usar a multimédia para produzirem conceitos, trabalhando a tutoria entre pares e, nesta fase, a aprendizagem invertida, que é claramente um modelo que mais se adequa nesta fase.

 De que forma este projeto poderá ajudar a mudar o papel do professor no ambiente educativo mais exigente que se vive?

Este projeto já redefiniu novas forma de ensinar e aprender e estes professores confessam que não sabem já ensinar de outra forma e não mais regressam à forma como o faziam. O professor de hoje não pode ser mais um transmissor de conhecimento, uma vez que a informação pode ser consultada a qualquer hora e qualquer lugar, por isso o tipo de trabalho deve ser de facilitador e orientador, ajudando os alunos a filtrar o que encontram ao invés de lhes transmitirem a informação.

Projeto SUPERTABi apresentado em Valongo


sexta-feira, 10 de julho de 2020

20 crianças de uma turma contactam com mais de 800 pessoas em dois dias

Investigadores estimam que 20 crianças de uma turma contactam com mais de 800 pessoas em dois dias.

Equipa de investigadores da Universidade de Granada concluiu que uma turma de 20 crianças do ensino pré-escolar ou primário terá contacto com mais de 800 pessoas em apenas dois dias e alerta para problemas do regresso às escolas em Espanha.



Uma equipa de investigadores da Universidade de Granada realizou uma análise que concluiu que uma turma de 20 crianças do ensino pré-escolar ou primário terá contacto com mais de 800 pessoas em apenas dois dias, o que levou os especialistas a alertarem para os riscos da falta de “rigor” no planeamento do regresso às escolas em Setembro em Espanha, depois de terem sido encerradas devido à pandemia de covid-19.
A análise teve por base as previsões do Governo espanhol e das comunidades autónomas sobre o regresso das crianças às escolas, tendo analisado os requisitos técnicos dos modelos traçados.
A 10 de Junho, a ministra da Educação espanhola, Isabel Celaá, anunciou que o Governo não considera necessário o uso de máscara nem o cumprimento do distanciamento social para as crianças dos primeiros quatro anos do ensino primário, por considerar tratar-se de grupos que se podem comparar a famílias ou coabitantes. Isabel Celaá sugeriu então que as crianças desses anos escolares “podem circular com tranquilidade, sem necessidade de manter uma distância de 1,5 metros”. Porém, os investigadores da Universidade de Granada analisaram o número de relações que cada turma poderá manter, com base nestes termos, e chegaram à conclusão que os cálculos contradizem a teoria de que se pode encarar uma turma de 20 crianças como um pequeno agregado familiar.
Assumindo que cada família é formada, em média, por dois adultos e 1,5 filhos menores (de acordo com a média em Espanha e supondo, por exemplo, que numa turma há dez estudantes com um irmão e outros dez que são filhos únicos), cada uma das 20 crianças de uma turma estaria exposta a um grupo de 74 pessoas no primeiro dia de aulas — isto se assumirmos que a criança não entrará em contacto com ninguém externo à própria turma ou ao seu agregado familiar. No segundo dia, o número de interacções das 20 crianças de uma determinada turma poderá “alcançar as 808 pessoas, considerando exclusivamente os relacionamentos [permitidos] sem distanciamento nem máscara da própria turma e das turmas dos irmãos e irmãs”, explica Alberto Aragón, professor catedrático da Universidade de Granada e coordenador do projecto. As estimativas prevêem ainda que, em três dias, poder-se-ão alcançar os 15 mil contactos.
“Se o número de alunos na turma subir para 25, como muitas concelhias sugeriram para que coincida com o rácio habitual, o número de pessoas envolvidas aumentaria para 91 pessoas no primeiro dia e 1228 pessoas no segundo dia”, acrescentam os investigadores num comunicado publicado no site da universidade.

Os especialistas alertam que um sistema “como aquele que propõem o Governo e as comunidades autónomas só poderá ter uma eficácia limitada para controlar o risco de contágio [do novo coronavírus], sendo especialmente ineficaz quando o número de alunos no seu núcleo é tão elevado”.

in Jornal Público de 17 de junho 2020

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Cursos de Verão 2020 para crianças

Cursos de Verão 2020 para crianças e jovens! Programação, Robótica e Youtuber! Reserve agora uma vaga!


Inscrições abertas!

inscreva-se aqui


Online ou Presencial, seguindo as orientações da DGS, iremos proporcionar umas férias inesquecíveis, promovendo conhecimentos essenciais! Esta é uma parceria Happy Code e SUPERTABi

Formamos Pensadores, Criadores e Empreendedores do Século XXI.


sexta-feira, 3 de julho de 2020

A bolha "Actimel" da Escola Presencial

Ideias interessantes da nova Escola do Futuro...



A vontade de voltar às aulas presenciais é muita, certo? Concordo!
Mas vamos voltar às aulas presenciais, porque estamos tão cansados do pseudo Ensino Online? Na realidade, a primeira tomada de consciência deve e terá de acontecer, percebendo que nestes meses de imenso trabalho, de trabalho real e efetivo, que se traduziu em imensas horas de dedicação de muitos professores a um trabalho online, MAS, que não é o Ensino Online. Por isso, é com razão que poderão referir que não foi o melhor, mas o possível! Por outro lado, um Ensino verdadeiramente Híbrido é possível, mas não imaginem o que fizeram entre março e junho de 2020.
Por outro lado, somam-se imagens e contextos de algumas escolas portuguesas com espaços e palermices somadas... são os chapéus helicóptero, com alunos na expetativa de "vazar" um olho ao colega colaborativamente... são as salas de aula com acrílicos e separadores de secretária, que mais parecem um call center, um estabelecimento prisional em que cada aluno aguarda a sua visita, salas com separação de mesas e cadeiras e todas dispostas como se a viagem tivesse apenas um único sentido... o de não colaborar, cooperar, validando um tipo de ensino subjacente à memorização e modelo tradicional em que o professor é visto como um transmissor... e nesse caso... que venham os robôs!
Como adoramos importar asneiras... facilito e pergunto se as escolas não querem adotar as barras anti miopia chinesas, os recreios da prisão de Alcatraz... a simulação dos astronautas da estação espacial ou simplesmente as novas fardas das escolas mundiais... a famosa bolha "Actimel", que nos protege de forma segura tão eficientemente...
A tal escola presencial faz falta? Claro que sim, mas acima de tudo pela socialização e interação que dela necessitamos... pelo contributo que esta fornece ao desenvolvimento das competências hard, e sobretudo das soft... por potenciar a colaboração, a cooperação, a amizade, enfim... algo que nos faz sentir humanos!
Temos neste momento tantos resistentes à escola que aconteceu (porque aconteceu - melhor ou pior - mas aconteceu) neste 3.º Período, que gostaria de perceber se são estas ideias que preferem para uma escola de envolvimento, interativa e de índole humanista! A segurança é muito importante, não se pode negar... mas temos outros formatos e outras formas de potenciar a escola no presencial em época de covid!
Se a escola presencial for a bolha "Actimel", prefiro continuar num iogurte de pedaços... sempre fica menos absurdo! 







domingo, 28 de junho de 2020

Ideias após o Covid


O que os alunos devem fazer com a tecnologia?

Passou mais um ano letivo... este tão atípico... o que ensinamos e o que aprendemos?
Como avaliamos o nosso desempenho? Aqui podem responder à vontade, a avaliação de desempenho está fora do blogue... mas a consciência não. 


(cedido por Paulo Correia)

(cedido por JLFreire)


quinta-feira, 25 de junho de 2020

Infografias e relatórios em modo rápido

Estamos numa fase de avaliações e poderá precisar de rapidamente construir relatórios, gráficos e tabelas... esta ferramenta permite fazer tudo isso com apoio e online sem depender de qualquer sistema...

O Infogr.am é um serviço online muito útil com uma interface organizada, com funções separadas por categorias, de muito intuitiva utilização.
Pode criar gráficos e relatórios do género: barras, queijo, linhas ou matriz, mas também importar os seus dados ou ainda inserir numa tabela de forma a poderem ir sendo vistos em tempo real.


Crie Infográficos, Relatórios e Mapas - Infogram

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Desigualdade, Igualdade, Equidade e Justiça!

Educação! Seja a distância, presencial ou híbrida... 

Composição de Tony Ruth (Design In Tech Report) 2020

Avaliar ou aferir com ClassMarker

ClassMarker é uma aplicação que possibilita uma melhor organização de questionários para criação e distribuição de exercícios personalizados e testes online em qualquer idioma.
A aplicação permite a criação, organização, edição, distribuição e correção dos exercícios de forma automática. Toda a estatística fica visível e automaticamente calculada com eficácia.








sexta-feira, 19 de junho de 2020

Banco de áudio/imagens livres direitos autor

Quer publicar conteúdo online, mas lembre-se dos direitos reservados... as imagens no "Google" também não são livres de direitos.
Aqui algumas sugestões:


Músicas Livres




Efeitos Sonoros Livres


Imagens Livres







Webinar, Mestrado ou Curso de Bom Senso?

Agora que as máscaras são obrigatórias na sua utilização... vejamos: "Respiro mal"; "Embacio os óculos"; "O ar não passa"; "Sinto-me apertado e sufocante"; "Magoam-me nas orelhas com os elásticos"; entre tantas outras frases típicas... Mas porque carga de água é que se usaria a máscara? Se for apenas pelo ponto de vista estético, brinquemos no Carnaval... se torna difícil a passagem do ar, a respiração, a passagem das partículas, embacia os óculos,... entre tantos outros sacrifícios é porque o estão a fazer bem e acima de tudo, para o bem do próximo! É difícil, pois é, mas é um ato de cidadania...
Para que vão para a feira, supermercado, transportes públicos ou outro qualquer espaço com aglomerados, se vão colocar a máscara no queixo, na testa ou fora do nariz? 
Numa época de tantos webinares e formação online, será que precisamos de construir algum tipo de licenciatura ou mestrado para a correta utilização de uma máscara cirúrgica? Porque pelos vistos... o bom senso não está a chegar. Também, é uma verdade, que os exemplos que vão surgindo diariamente nas nossas televisões também não estão a ajudar em nada... afinal usa-se a máscara quando estamos sentados numa qualquer assembleia a ouvir os outros e tira-se a máscara quando estamos a falar?
Ah! Pois, porque percebe-se mal o que estão a dizer (mesmo sem máscara o entendimento não era o melhor)... digam lá como é que os professores, diariamente, têm lecionado e interagido com alunos e todos, saliento, TODOS de máscara... deve ser mesmo muito o silêncio!
Proponho um curso de "Colocar máscaras para totós"... junto com ciclos de webinares, MOOC, publicações em livro e melhor ainda alguns programas de TV, como "Quem quer casa com um enfermeiro?"; "Big Brother de máscara"; "Você na TV de máscara"; "O programa da Cristina mascarada"





quinta-feira, 18 de junho de 2020

Planear a sua história com StoryboardThat

Desenhe o seu guião e depois crie o storyboard da sua história usando a aplicação Storyboard That.
Um excelente recurso para os alunos planificarem as suas histórias...

Storyboard That: Tutorial & Uses in EFL - Ailu's ICT PLE

Exemplo de um Storyboard

Kris Barnard Media A2: Music Video Storyboard | Video storyboard ...Explicação do Processo | Modelo do Storyboard do Diagrama do Processo
STORYBOARD TEMPLATE (com imagens) | Storyboard, Stop motion, Arte ...



O storyboard é uma sequência de desenhos quadro a quadro com o esboço das cenas pensadas para um conteúdo em vídeo, como: filmes e animações.

Um pequeno tutorial do Professor Edgar Costa que ilustra de forma muito simples como trabalhar com a aplicação.


quarta-feira, 17 de junho de 2020

Webinar sobre Desenho de Espaços de Aprendizagem

Webinar com Teresa Vendeirinho da Steelcase Portugal, no dia 18 de junho, às 17 horas de Bruxelas.
O desenho dos espaços de aprendizagem na era pós covid... a não perder!
A frequência no webinar garante um certificado de participação.



The second Novigado webinar will take place on 18 June at 17:00h CEST and will focus on the topic of designing post-COVID learning spaces.

In the past months, the COVID pandemic forced school closures in most European countries and is raising now questions on how to carry out the school opening in a safe way for all pupils and staff when the new school year starts. This compels us to rethink how to leverage technology and physical classroom design. In this context, our webinar speaker, Teresa Vendeirinho from the Steelcase Portugal, will talk about their work related to post-COVID learning spaces and specifically their new publication "Designing Post-COVID Learning Spaces".

Speaker bio
Teresa Vendeirinho has a degree in Interior Architecture from the Ricardo Espirito Santo Silva Foundation. All her professional activity has been dedicated to the knowledge and development of workspaces, essentially on Workplace Performance, with the community of Architects and Designers. As a marketing manager at Steelcase Portugal, she is currently developing an Active Learning Spaces project together with Steelcase Education to create a different educational ecosystem and helping educators creating innovative spaces where they love to teach and students love to learn. Member of the board of the Womenwinwin Association, she also develops a project to support female entrepreneurship, helping to empower women to undertake and start their own business.

The participants can obtain a webinar attendance certificate (registration on the FCL website is a pre-requirement).

terça-feira, 16 de junho de 2020

Dicas Extensões Google Meet a não perder


Algumas sugestões para melhor trabalhar com o Google Meet:

Brevemente disponível no Google Meet

1 - Marcar as presenças numa videoconferência

2 - Desligar os microfones de todos

3 - Levantar o braço para falar

4 - Colocar um fundo virtual

5 - As 8 Principais extensões do Google Meet que não pode perder


Google Meet Ajudas em Português

Google Meet versão original Google




A História de Portugal e do Brasil desenhada e muito irónica

A História de Portugal resumida em 9 minutos através de desenho e muita ironia... imperdível



A História de Portugal no Brasil resumida em 9 minutos através de desenho e muita ironia... imperdível


sábado, 13 de junho de 2020

Dilemas dos professores sobre a travessia do “Oceano Educativo”

Artigo de Opinião no Jornal Público

"Dilemas dos professores sobre a travessia do “Oceano Educativo”

Esta transformação digital acontecerá quando os professores atravessarem o Oceano de submarino e promoverem todo esse conhecimento com os alunos.






13 de Junho de 2020




quinta-feira, 11 de junho de 2020

O dia a dia da máscara

O dia a dia numa escola perto de si... caso as crianças tivessem de levar máscara...
(ressalvo que em algumas escolas esta situação é real, máscaras cirúrgicas com crianças, todo o resto do texto é pura ficção, não levem a sério, seria impossível de acontecer...)

Os alunos felizes e tão contentes com o regresso à escola... mas levam uma ou outra máscara!
No dia seguinte, quantos encarregados de educação enviam nas cadernetas algumas questões aos professores:
- "o meu filho ontem não trouxe a máscara para casa, sabe se está na escola?"
- "o meu filho usou a máscara do amigo, envio na mochila, porque ele trouxe-a para casa."
- "o meu filho em vez da máscara, trouxe a camisola do Pedrinho"
- "o meu filho trouxe a máscara toda suja de terra, acha que ele a tirou?"
- "o meu filho disse-me que não almoçou, porque não conseguiu tirar a máscara."
- "o meu filho trouxe a máscara cortada na zona do nariz, porque não conseguia respirar... quem paga o estrago"
- "a máscara tem seguro escolar?"
- "o meu filho perdeu a mochila, os livros, e a carteira com o dinheiro que levou, mas o pior é que perdeu a máscara, estou muito preocupada."
- "professora, gostaria de informar que amanhã o meu filho levará a máscara com o nome, uma vez que ninguém o conheceu."
- "professora, por lapso trouxe o filho de outra pessoa para casa, pois quando fui buscar à escola, não o reconheci com a máscara, amanhã levo-o de volta, agradeço que solicite a entrega do meu a quem o tiver."


Coisas de máscaras!

domingo, 7 de junho de 2020

Aprender com dispositivos móveis em Cenários Inovadores de Aprendizagem Azambuja

Terminámos, por este ano letivo, o ciclo de formação / capacitação de professores dos Agrupamentos e Escolas do Município da Azambuja, no âmbito do PIICIE Lezíria do Tejo.
Foi um prazer e uma honra ter coordenado uma equipa de formação que colaborou e se empenhou para que, mesmo depois de entrarmos numa fase remota, levássemos o barco a bom porto.
Agradeço a todos os professores o empenho e participação e, um agradecimento especial, à equipa EMIC Azambuja, pelo apoio e ter sempre estado presente em constante acompanhamento... assim deve ser o papel de um Município! Fica ainda o agradecimento pelo vídeo que criaram e que aqui divulgo.



sábado, 6 de junho de 2020

A Escola dos 400 milhões do futuro usa um Scanner?

Primeiro Ministro anuncia 400 milhões para a escola digital… portanto vamos ter uma escola digitalizada… ou seja vamos fazer um scanner à escola e levá-la do papel para o digital… chegará?
O investimento será na sua grande maioria em redes e hardware, com a disponibilização de equipamentos a um grande número de alunos, nomeadamente, os alunos com maiores dificuldades económicas. Além disso, a proposta consagra também “capacitar professores na área digital e desmaterialização de manuais escolares” através de “um conjunto de formações de curta duração”.
Bom, fica-se com uma sensação de Déjà-vu sobre um Plano que teve no seu auge um dispositivo que se publicitava como tão importante quanto a viagem de circum-navegação de um tal de Magalhães. É importante relembrar o potencial que poderia ter sido conquistado nessa viagem, quando um contexto de 1:1 estava criado e foi recalcado como 1:n (no qual o professor continuou a assumir o protagonismo da aprendizagem ao seu ritmo). Este é o tempo de tentar evitar os erros dessa mesma volta… pois voltámos ao ponto de partido em pouquíssimo tempo. Andamos há demasiado tempo a fazer experiências com apps e plataformas… quando redefinimos o rumo da viagem para algo mais profundo, redefinir o processo de implementação dando o protagonismo ao aluno para criar, desenvolver, produzir e comunicar?
Também nesta primeira proposta fica a ideia de que uma transição pode não significar qualquer tipo de mudança, mas apenas a transferência e esta ideia ganha força, quando se junta à transição… a ideia de digitalizar a escola. Neste sentido, fazer o mesmo que se faz nas versões de escola analógica, mas agora com tecnologia é quase a mesma coisa que passar de uma leitura de um livro em papel para a leitura de um livro em PDF… pois faço o mesmo tipo de leitura, mas cansa muito mais e só achamos piada nas primeiras leituras!
O que pretenderemos não é em vez de uma transição, uma transformação?
O que pretenderemos não é em vez de uma transição digital, uma transformação pedagógica?
Se olharmos para a metáfora da leitura do livro… lembro que um PDF de um livro não é um eBook, porque um eBook é interativo, tem um formato de leitura que inclui ação, áudio, vídeo, atividades que provocam no leitor o controlo sobre o que lê, a forma como o faz e isso não é tão fácil conseguir, porque do ponto de vista pedagógico obriga-nos a repensar o desenho de uma atividade. Questiono se este investimento se coaduna com “um conjunto de formações de curta duração na área do digital”? Não será preciso apostar muito mais forte numa ambientação pedagógica conhecer modelos é diferente de aplicar os modelos e essas experiências pedagógicas têm de ser operacionalizadas em contextos reais que não se conseguem em ações de curta duração para ficar nas gavetas dos certificados e para progressão de carreira!
Hoje, é preciso perceber como tem de se redefinir o currículo, o que/como ensino e o que/como o aluno aprende. Mas também como este pode ser articulado com as várias áreas disciplinares, como poderemos desenvolver atividades que promovam a autorregulação e estudo autónomo em modelos invertidos de aprendizagem, nos quais os alunos controlam o que aprendem e lhes é dada a permissão de aprender por si (não confundam com aprender sozinhos… isso já o fazem muitas vezes e não resulta).
Podem-se investir milhões em material didático, milhões em computadores, milhões em tablets, internet e afins… todos ficamos contentes… nos primeiros tempos, mas depois é como termos um martelo novo para pregar pregos, quando começamos a pregar os pregos e construir a casa, percebemos que os nossos alunos não são pregos, mas sim parafusos… e não vai funcionar pois não?


sexta-feira, 5 de junho de 2020

Ensine em Casa by Google e UNESCO (sugestões)

Um centro de informações e ferramentas temporário para ajudar os professores durante a crise do coronavírus (COVID-19).
A Google Education e a UNESCO ajudam a criar um excelente ambiente online, com um conjunto de apoios e tutoriais, nomeadamente, lecionar com e sem videochamadas, aulas inclusivas (para todos sem barreiras), manter o envolvimento dos alunos e a colaboração entre colegas e/ou professores.







Pode usar o KIT de ferramentas original do Ensine de Casa.



quarta-feira, 3 de junho de 2020

Chapéus há muitos!

Fomos surpreendidos (ou não) com a criatividade de dois municípios do nosso país, nomeadamente, pelas pessoas que pensam a Educação nesses municípios, ao resolveram de forma, que pensaram tão lúdica e divertida, de sugerir a colocação de chapéus de tipo hélice nas cabeças das crianças do pré-escolar, por forma a evitar o contacto social e assim, poderem manter o distanciamento entre as mesmas... saliento os termos "distanciamento" e "crianças".
A Escola e a infância são locais e fases, mais do que tudo, de um trabalho de socialização e um modo de criar momentos de partilha e conexão entre eles... afastá-los não é hipótese, quando faz parte da condição humana, faz parte da condição de ser criança (felizmente muito mantém essa condição a vida toda). A proximidade e o contacto com o outro através da emoção são algo de natural e que nos valoriza enquanto seres humanos... pelo que tentar fazê-lo com uma pá de hélice a bater na testa, deve ser mesmo desagradável... e assim consegue-se o objetivo de criar distância... A mim parece-me que o conceito de Educação à Distância está a ser levado demasiado à letra, como que uma tradução literal de um conceito pedagógico Made in China!
O que me apraz questionar, é se não estamos a muito breve termo, iniciar outros tipos de categorização dos alunos e o regresso a outros tipos de "chapéus" e a outros tipos de estigmatização, não surgirão? Na realidade, terá sido, certamente, muitíssimo divertido cada criança com aspeto de um helicóptero e pronto a levantar voo... para desaparecer daquele espaço... para os próprios, infelizmente, não têm a noção que são uma espécie de mobile (não de learning) de exposição de trabalhos, pois só precisam de pendurar nas pás os seus trabalhos e assim comunicarem com os outros... à distância de 1,20m!
Quanto à suposta criatividade... lá vamos nós continuar a importar as ideias "maravilhosas" do famoso regime democrático da China, uma vez que essas imagens circularam pelas redes sociais de forma incessante durante o tempo do regresso às aulas dos alunos do gigante asiático...
Porém, se é assim que se pensa a Educação em Portugal, estamos mal... porque olhamos para uma coisa "gira" (neste caso, gira e quase que voam) e aplicamos no sistema educativo, baseados em grandes investigações e teorias sobre a infância... no caso, o facebook! Bravo! Um aplauso para os pelouros da Educação e para todos os profissionais de Educação que apoiam esta prática e outras que provém de anos e anos de investigação científica e teorias de aprendizagem facebookiana, do grande pedagogo Zuckenbergvsky ... 
Quando os professores apelam à pesquisa de informações fidedignas e a identificar fontes credíveis... somos brindados com estes excelentes exemplos!
Não posso deixar de dar outras sugestões, de outros chapéus igualmente bonitos... o regresso do chapéu de "burro" (perdão ao animal, que não tem culpa), num canto da sala, uma vez que também apela bastante ao isolamento social... embora cada sala tenha 4 cantos, podem isolar-se à vez! Outra sugestão são os acrílicos em cada mesa, até vão treinando para os guichés de uma repartição de finanças... Ou ainda os chapéus de Sol, já que não haverá tempo nas praias para todos... cada um montava uma chapéu de sol e estava na sua área de trabalho, até com a vantagem de poder vir para a rua e estar ao ar livre em segurança!















 

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